Percam-se na Lua


Não somos nada. Lembras-te do sitio onde estiveste antes de nascer? Provavelmente é para lá que vais quando morreres.

Existem várias maneiras de viver e garanto-vos que nenhuma é correta.
Há uma exigência extrema da procura pela felicidade. Mas qual felicidade? Desde quando pudemos achar que somos mais felizes se formos outras pessoas? Que imitando a vida de quem partilha felicidade nas redes seremos mais felizes?

A felicidade é uma ilusão criada por nós, através da observação daqueles que afirmamos que são felizes sem saber um terço do que habita dentro deles. Ela está presente no facebook, instagram, nas novelas, nos filmes, nas series, nos livros, tudo nos leva à procura do inalcançável e é aqui que é necessário o filtro.

A felicidade é um momento, é um instante, que se pode prolongar num curto espaço de tempo e é a não compreensão disto que esgota o Homem. É necessário uma conquista continua, e uma percepção clara que, ou se luta constantemente por ela, ou se aceita que  não estamos aqui só para ser felizes. É preciso viver!


Acima de tudo, é preciso perder-mo-nos na Lua para saber o que é viver na Terra.

Há momentos em que temos que desligar a realidade, sem nunca nos desligar-mos do mundo. É preciso sair da caixa, respirar, ver para além de tudo o que achamos que já vimos. Viajar sem sair do sitio, imaginar o impossível, desejar o inalcançável, simular sentimentos. A vida é um fardo demasiado pesado quando levada a sério.

Não queiram todas as respostas, não se esgotem a procura de culpados. Vivam, aceitem, lutem, e acima de tudo, percam-se na Lua.

Hobbies - ACMA

Descubram este projecto fantástico : http://www.corsemfim.com/2016/09/a-cultura-mora-aqui-introducao.html


A rotina é a coisa mais insensata que me passa pela cabeça. Há uma série de, chamemos-lhes assim, protocolos que têm de ser cumpridos em 24h para se levar uma vida dita normal.


No meio de tanta loucura, é necessário anular essas exigências e aproveitar algumas horas para nós. Há quem leia, há quem medite, outros usam o tempo para praticar atividade física, muitos percorrem todas as redes sociais à procura sabe-se lá de quê. Há quem dance, quem durma e depois há aqueles que, como eu, devoram séries e tentam salvar o mundo.


São esses os meus grandes hobbies: ver séries e tentar desenhar sorrisos no rosto de desconhecidos. É uma ligação estranha, mas explicável.


Há um choque profundo quando vamos à descoberta do que está para lá daquilo que vemos. A igualdade não existe. Devíamos parar de ensinar às crianças que somos todos iguais e começar a mostrar-lhes como se luta pela igualdade.


A partir do momento em que se sai da nossa zona de conforto, percebe-se que há pessoas a morrer à fome e ninguém quer saber. Que outras encontram a melhor cama na rua e, de facto, ninguém quer saber. Há pessoas que vivem em piores condições que o meu cão no quintal e ninguém quer saber. As religiões estão demasiado impregnadas para mudar mentalidades e, deixem-me que vos diga, ninguém quer saber.


Nunca quis fazer parte da dita normalidade. Acho chata, repetitiva e errada. Basta olhar para o mundo! A generalidade de nós somos chamados de “normais” e, no entanto, eu não preciso de vos explicar o estado em que o mundo está.
Há uma frase que diz que nós temos de ser a mudança que queremos ver no mundo e, por muito que achem que sozinhos não o mudam, deixem-me que vos diga, devem confiar mais em vocês mesmos!


Há dias que são uma batalha: psicológica e física. Há dias em que apetece desistir e é quando volto a casa e me deito, sem sono, que aproveito o tempo para ver séries. Só assim me desligo do mundo e da realidade que me atropela todos os dias. Desde Prison Break, Scandal, The Originals a How to Get Away with Murder, The 100, Blindspot, Quantico, mais tempo tivesse para os meus hobbies, mais séries veria.


E vocês? Quais são os vossos hobbies preferidos? E séries? Alguma recomendação? Contem-me tudo!

Vamos falar de Twenty One Pilots?




Não é normal eu gostar das musicas que mais passam na radio, ou das tendenciais do momento. Sou viciada em música, mas tenho estilos muito específicos e distintos.

Há mais de um ano, em conversa sobre música alguém me disse: "Descobri uma banda que tu ias gostar: Twenty One Pilots". E eu viciei. Para vocês terem mais ou menos uma noção, quando saiu a primeira música deles na rádio em Portugal - Ride - já eu conhecia os três álbuns de trás para à frente.




Musica: Semi-Automatic


Twenty one Pilots é muito mais de Ride, Heathens e Stressed Out, garanto-vos!

Há medida que ia descobrindo a sua discografia só pensava "existe um trabalho incrível feito por duas pessoas, isto está tão bem feito, como é que o mundo ainda não reparou neles?", ainda hoje há musicas que ainda ouço como se fossem a primeira vez.

Musica: Migrane

Eles são um mistério do principio ao fim. Dão poucas explicações sobre as suas músicas, sobre o símbolo da banda, sobre as suas tatuagem, as suas prestações em palco e é isso que agarra.
Porque o verdadeiro objectivo é que nos foquemos no seu trabalho e não naquilo que eles possam viver ou sentir. Isso cabe-nos a nós.

Para quem não conhece eu desafio-vos, sinceramente, a ouvir. É impossível não sentir uma conexão com a banda.

Musica:  Trapdoor

Eles são incríveis, tem o ritmo certo para dizer aquilo que nós sentimos mas não conseguimos explicar por palavras no entanto, é preciso ter cuidado.

Twenty One Pilots, é um retrato demasiado realista da escuridão que temos dentro de nós, é um apelo constante à salvação do nosso lado bom, podemos ser consumidos pela escuridão sem dar-mos conta. Eles vieram fazer aquilo que mais ninguém tinha feito até hoje na música e é isso que tem de ser apreciado.


Musicas: Doubt / Screen / Ode to Sleep





Existem fãs por aí? Quais as vossas músicas preferidas? O que acham destes meninos?



O meu corpo grita mudo pela cidade

Procurar um sentido quando já não há sentidos.
Sem meios, sem estímulos, sem emoção.
Mudar implica matar algo que é garantido, desafiar o desconhecido,
criando a ilusão de que o que nos espera
será sempre melhor do que aquilo que nos dão.
Viajo pela madrugada fora, sem sair da cama.
A noite tornou-se o meu pior inimigo,
traz-me à mente quem não me ama
e recorda-me a perda de cada amigo.
Dizem que a fuga não é solução,
mas a final quem é que é o dono da razão?
O mundo fechou, dizem-se livres quando vivem numa sela.
Juntos criaram uma sociedade estereotipada
Onde cada um luta por um umbigo de ouro.
Pior do que falar em liberdade é acreditar nela.
Há dias que não são vida,
São uma merda de encher calendário.
O relógio vira o espelho da fadiga,
e lembro-me que nasci só porque alguém quis
colocar o meu nome no seu diário.
A manhã nasce, imperdoável.
O meu corpo grita mudo pela cidade.
O fim é inevitável,
quando a rutura vira sinónimo de liberdade.

Instagram


A paixão pela escrita começa a ganhar outros contornos.

Comecei um novo desafio, deixo-vos aqui o instagram deste blog, que será unicamente dedicado a pequenos excertos e frases da minha autoria:


Espero-vos por lá :)

Não se trata de mover uma montanha, mas sim construir uma

Há pessoas que acreditam que devemos mover várias montanhas por aqueles que amamos e se essas montanhas não chegarem então devemos mover o mundo por elas. Eu acredito na transparência a todo o momento e no dia em que a pessoa que amamos decidir que deve seguir por outro caminho, eu não vou mover montanha nenhuma.
Sim, foi isso que eu disse. A montanha tem de se mover diariamente a dois. Não ter medo de dizer que não, de colocar barreiras, de perguntar porquê, sem mágoas sem “ses”. Acima de tudo sem medo de perder, porque o amor não é uma luta, é sim uma construção continua.


Escolher ter-te a meu lado foi moldar-me a ti, no mesmo sentido em que te moldavas a mim. Fomos três a todo o momento, - eu, tu e nós, - porque não há nada mais estúpido num casal do que querem ser um. Mas acabou.
Foi uma opção tua, fruto da tua vontade e eu não sou ninguém para te privar de seguires aquele que achas que poderá ser o melhor caminho. Seria injusto para ti se não o fizesse, deixando-te claro que era uma situação irreversível, que eu já mais iria tentar recuperar o que quer que fosse. Seria injusto para mim colocar-te em primeiro lugar, mesmo que naquele momento te amasse mais do que me amava a mim própria.
Como é que foi a ruptura? O três multiplicou-se por zero e o vazio ficou. Aceitei-o no primeiro momento, e ainda hoje o aceito. Um luto pesado, inacabado, uma despedida forçada, o derrubar de uma criação, uma dor diferente de todas as outras. Não há amores eternos, eu sei disso, mas há pessoas que ficam eternamente em nós. É inevitável, é intrínseco e injusto.
Há pessoas que nos superam e acima de tudo superam aqueles que nos cruzam a vida. Depois delas só valerá a pena que for melhor, se superar tudo e ainda vier acrescentar. Ao contrário disso o passado estará projectado no futuro e isso anula qualquer presente.

Mulher


Mulher, essa espécie esquisita, que os homens não dominam e que as outras detestam.

Sou mulher, e maior parte de vocês também, e carrego comigo estereótipos que me envergonham, que me fazem cuspir na sociedade que caminha ao meu lado. É nojento a maneira como somos tratadas, e pior ainda como nos tratamos umas as outras.

Não faz parte do código genético, mas o nosso cérebro é manipulado desde muito cedo para que sejamos inferiores, submissas, resignadas.

A humanidade prega igualdade, debate sobre ela, leva-nos às lágrimas, mas nada mais que isso.
A igualdade não existe, estamos todos mergulhados numa ressaca cega que cala a luta. Vive-se com a ideia que somos iguais porque a mulher já tem carta, porque a mulher já vota, porque há mulheres em grandes cargos executivos, e o resto? Fecha-se a porta e as mulheres voltam à idade media, isolam-se os homens e somos vacas, isolam-se as mulheres e somos cobras.



Somos vulneráveis, substituíveis, incapacitadas e escravas na visão deles.

Somos invejosas, porcas e putas - não peço desculpa pela expressão - na visão delas.

Não podemos nascer rotulados, não é uma questão de igualdade, mas sim de justiça.

Afirmem-se. Lutem, movam uma montanha, se uma não chegar movam duas, ou três, - sabem que os números são infinitos, não é?  - mas não se resignem.

É hora de parar de achar que depois de uma dia de trabalho temos que chegar a casa e cozinhar porque isso nos compete a nós. De não ter fim-de-semana porque há uma pilha de roupa para passar, o chão para encerar e os vidros para limpar.

Não é normal que tenhamos que sorrir e agradecer quando o nosso corpo é elogiado por um idiota qualquer que de nós só sabe o nome. É ridículo a maneira como olhamos para as outras, o primordial é encontrar o defeito, mostrar um sorriso cínico e fingir que temos tudo para ser amigas.

Umas mais bonitas, outras mais inteligentes, umas mais intuitivas, outras mais ricas, as mulheres são os extremos, podemos ser as melhores amigas ou as maiores inimigas e só no dia em que acreditar-mos tanto nas mulheres que nos cruzam a vida, como acreditamos em nós, é que  vamos dominar o mundo. - e já faltou mais, fica aqui escrito!


É só de mim, ou eu não estou sozinha?


Com o avançar do tempo cresce uma racionalização atroz que se apoderou e tenta perceber que sentido tem a minha vida, que sentido tem a dos outros, o porquê de tanta incapacidade humana em quebrar mentalidades. Mentalidades que destroem cada um de nós aos poucos, sem que metade da humanidade se aperceba disso.

Não me consigo desligar nos noticiários. Não consigo compreender como se passeia tranquilamente sem reparar no olhar de quem passa por nós. Não entendo nada, mas tranquilize-se quem acha que não sou feliz.



Já me explicaram que esta agonia passa no dia em que perceber que estou aqui para viver a minha vida, e o mundo não é da minha responsabilidade. Mas o relógio avança, eu não consigo abstrair-me do que se passa lá fora e cada vez mais percebo que o sentido disto não é merda nenhuma!

"Lá vem ela cheia de moral falar sabe-se lá de quê"

Falo, falo mesmo. Este espaço é meu e se eu quiser falo até do piolho do vizinho do quinto andar, que não tem clube, mas odeio o Benfica.